Pular para o conteúdo principal

Ciclo de Vida de Produto (CVP)

 Ciclo de Vida do Produto (CVP)


ciclo de vida do produto, que é uma ferramenta para a decisão de marketing que pressupõe que um produto percorre quatro fases distintas ao longo de sua presença no mercado: introdução, crescimento, maturidade e declínio.

O ciclo de vida de um produto representa seu histórico de vendas e de lucro durante seu período de existência. Sua importância está em fornecer uma visão geral da situação do produto no mercado, o que ajuda a planejar estrategicamente os próximos passos e as decisões que devem ser tomadas. Assim como todo ser humano, um produto passa por várias fases na vida (introdução, crescimento, maturidade e declínio). 


COMO TRAZER ISSO PARA O DIA-A-DIA?


Sabemos que o mercado é muito variável, volátil, com muito sobe e desce, sendo assim em um determinado período, um produto está em alta, faturando bem, já em outro momento, estará em baixa, podendo dar prejuízos ou receitas baixas.

Sabendo disso você deve analisar o ciclo de vida dos seus produtos e tomar decisões de marketing inteligentes.




Introdução: é a etapa que compreende o lançamento e o aumento progressivo do volume de vendas. As empresas buscam estimular a demanda do produto, investindo fortemente em campanhas publicitárias.  A estratégia que podemos adotar aqui seria a de investimentos, pois como o produto acabou de ser lançado cabe ou monitorar ou investir.

Crescimento: ocorre o aumento do volume de vendas, como consequência do investimento feito anteriormente. Nesta fase, ocorre a atração de concorrentes. Como estratégia cabe aqui agora o investimento pesado, pois ele esta decolando, amplie o voo.

Maturidade: fase de estabilidade ou início da queda dos lucros (é geralmente a maior fase). Com a concorrência acirrada, acontecem as guerras de preços. O crescimento das vendas, quando ocorre, é muito lento. Para essa etapa podemos adotar a estratégia de monitoramento, promoções, inovação, reinvestimentos, tudo o que for possível para não deixar o produto entrar no ultimo estágio.

Declínio: a queda aqui é drástica, com lucros muito pequenos. Este é o momento em que passa a ocorrer a redução nas vendas até a descontinuação do produto. O surgimento de novas tecnologias, por exemplo, faz com que outros bens surjam e substituam o produto. Nesta fase o produto deve ser analisado para a retirada de mercado ou ainda manter porém com vendas especiais, sob encomenda, cabe ao estrategista avaliar os resultados.

Alguns autores citam mais três estágios na composição do ciclo de vida do produto. São eles:

Planejamento: fase que antecede o lançamento do produto e consiste na composição do plano da estratégia que irá permear o produto para a sua inserção no mercado.
Sobrevida: consiste na tentativa de estender a vida do produto por meio de ações de reposicionamento.
Morte: quando se trata da efetiva retirada do produto do mercado.

Um dos grandes desafios para qualquer empresa é de conciliar a fase do ciclo de vida do produto com a fase do ciclo de vida do mercado, pois esses dois momentos nem sempre estão em sintonia.




Estratégias para prolongamento do ciclo de vida do produto


A seguir, estão algumas sugestões para o prolongamento da vida do produto no mercado:
Aumento da frequência do uso: incentivo do consumo mesmo fora de períodos sazonais. Por exemplo: no inverno, o consumo de cervejas cai. Para manter a curva, são lançadas cervejas de inverno, mais encorpadas.
Aumento do número de usuários: a intenção é conquistar segmentos de mercado ainda não atingidos. Fabricantes de celulares oferecem aparelhos coloridos para atingir o público adolescente, por exemplo.
Descoberta de novos usos: a empresa apresenta novas maneiras de utilizar o produto. O vinagre de maçã, por exemplo, que é usado como tempero de salada, pode ter demanda junto a um público específico devido as suas propriedades terem o poder de prevenir alguns tipos de doenças.

Mudanças das dimensões da embalagem: embalagens individuais para solteiros, por exemplo. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como fazer um Mapa de Empatia

Um mapa de empatia é uma ferramenta visual que ajuda a entender e mapear as emoções, pensamentos, necessidades e experiências de um público-alvo específico. Ele é frequentemente usado no campo do design thinking, marketing e desenvolvimento de produtos para criar empatia com os usuários e clientes, o que ajuda a tomar decisões mais informadas e criar soluções mais centradas no usuário. Aqui está uma explicação passo a passo de como criar um mapa de empatia: Defina o público-alvo: Comece identificando o grupo de pessoas que você deseja entender melhor. Isso pode ser seus clientes, usuários de um produto específico ou qualquer grupo de interesse relevante. Nomeie o mapa: Dê um nome ao mapa de empatia para que todos saibam qual público ele representa. Preencha as seções: O que eles veem: Nesta seção, você deve se perguntar o que seu público-alvo vê no ambiente ao seu redor. Isso inclui objetos, pessoas, tecnologia, etc. Por exemplo, se você está projetando um aplicativo de saúde, seu p...

Estratégias de Análise SWOT

Depois do levantamento de todas as oportunidades, ameaças, forças e fraquezas que impactam direta ou indiretamente no negócio, como já vimos chamado de análise de mercado, é necessário elaborar a Análise SWOT, na qual nos permite analisar a situação atual da organização e entender suas possibilidades futuras. Foi Kenneth Andrews (apud Ghemawat, 2000) que desenvolveu a análise SWOT em 1971, provavelmente a ferramenta mais utilizada para a formulação de estratégia. caso voce não tenha feito essa primeira parte, recomendo que venha até esse texto para entender como fazer -  http://cafecomw.blogspot.com/2013/03/analise-de-mercado.html A sigla SWOT vem do acrônimo das palavras em inglês strengths, weaknesses, opportunities and threats , ou seja, pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Conforme Polizei (2005, p. 34), “na análise SWOT, todos os pontos são colocados em confronto e o planejador pode ter uma ideia mais ampla do conceito a ser definido no plano e as...

como fazer um Plano de Negócios de forma simples

  Por Wagner Gonsalez Descubra como criar um plano de negócios eficiente para impulsionar o sucesso do seu pequeno empreendimento. Este guia abrangente irá orientá-lo desde a introdução do tema até a conclusão, passando pelas etapas essenciais, análise de mercado, estratégia de marketing e plano financeiro. Conceitos Iniciais e Objetivos A arte estará na maneira de como o empreendedor irá traduzir esses passos realizados racionalmente para um documento que simbolize e explore as potencialidades de seu negócio, assim como também os riscos específicos a esse mesmo negócio. Esse é o OBJETIVO de um bom plano de negócios: que seja um instrumento que o empreendedor utilize para expor suas ideias, em uma linguagem simples que os leitores entendam, e, com o foco de mostrar efetividade e possibilidade de sucesso em seu negócio. Veja o modelo completo aqui